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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Tons Abaixo.

Mais do mesmo. E pior

Sin City: A Dama Fatal
(Sin City: A Dame To Kill For ; EUA/Chipre, 2014)
Dir.: Robert Rodriguez, Frank Miller
Com Mickey Roarke, Josh Brolin, Eva Green, Jessica Alba
1h42min - Thriller/ Ação - 18 Anos



Lá em 2005, quando Robert Rodriguez estava pirando trazer novas histórias a serem contadas de maneiras inovadoras no cinema, usando efeitos especiais nunca antes vistos, ele pegou a famosa HQ de Frank Miller, Sin City e fez um filmaço.

Violento, sensual e porque não, chocante, Sin City trouxe para a mesma tela muita gente boa, e contou quatro histórias da HQ, utilizando-se do estilo que Frank Miller usou e surpreendeu nas bilheterias e até nas críticas - O resultado foi tão bom que, copiando o mesmo estilo, 300, lançado no ano seguinte fez ainda mais dinheiro.

Mas ainda haviam histórias de Sin City que não haviam sido contadas. E uma delas, "A Dama Fatal", ganha um filme.

Querido, você bateu a cabeça?
O filme é mais do mesmo. A sensação que dá é que outro filme de sucesso no passado ganhou uma nova chance para garimpar uma bilheteria. Mas essa fórmula já está se provando falha. O visual do filme que há 10 anos era inovadora, já parece gasto (apesar de muito, muito trabalhosa para chegar ao resultado final) e depois de algum tempo assistindo, até cansativo de ver. O que se tem de qualidade na pós produção, falta em dinâmica de cenas.

No que diz respeito à história, muita nudez, muito falatório (ok, é um filme noir) e uma boa diminuição das cenas de ação/violência - característico da HQ. A história demora muito para evoluir e dá muitas voltas até entregar o que o público espera. Os atores, quase todos no piloto automático também parecem exaustos o que compromete muito seus personagens em suas respectivas sequências. É como se, numa reunião, os responsáveis estivessem separando os elementos que deram tão certo no primeiro filme e aplicassem à essa sequência, os elementos errados. 

E por fim, assistir ao primeiro filme não só é essencial para entender muita coisa da história, como assistir ao primeiro filme é muito melhor do que assistir ao segundo.

E oremos para que não vire uma trilogia...


domingo, 24 de agosto de 2008

O Anti-Bourne

Angelina Jolie e James McAvoy quebram as leis da física

O PROCURADO
(Wanted; EUA/ALE, 2008)
Dir.: Timur Bekmambetov
Com James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Terence Stamp
1h50 min - Ação - 18 anos
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Bourne fez escola. O estilo frenético de edição, a ação ininterrupta, os poucos momentos de tranquilidade. As atitudes extremas. Adicione a isso, graves distorções das leis da física, efeitos especiais em momentos apurados e total liberdade de movimentos de câmera (estes, cortesia justamente da quebra das leis da física e dos efeitos especiais em momentos apurados) e você tem um dos melhores filmes de ação do ano: O Procurado.
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Começa parecido com o melhor filme de ação de 99: Rapaz trabalha em seu cubículo, levando uma vida patética e sem evolução. E aparece uma grande oportunidade de sair da rotina pelas mãos de uma mulher atraente para que ele possa desenvolver habilidades que até então não tinha conhecimento, por ter seu conhecimento limitado. Só que ao invés de libertar a humanidade, ele irá desenvolver habilidades que o tornará um dos maiores assassinos do planeta, se integrando a Fraternidade (uma "confraria" de Assassinos que matam pessoas para colocar ordem na sociedade) e caçando um agente rebelde que teria assassinado o pai do protagonista.
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"Dirigir com os pés é bem mais legal do que parece..."

Se a idéia de quebrar as leis da física não lhe apetece, termine a crítica por aqui. O filme estabelece seu universo em menos de 10 minutos com uma sequência visualmente impactante, onde balas fazem curvas, pessoas conseguem atravessar prédios com impulsos e carros fazem manobras espetaculares em pleno trânsito. A reviravolta que a história toma lá pela metade coroa um enredo eficiente, ágil e com personagens caricatos, carismáticos e aceitáveis em um mundo onde tudo pode acontecer. Se você é faz parte do seleto grupo de pessoas que repele Matrix, seu programa não estará nesta sala de exibição. "O Procurado" usa e abusa da escola de ação que a trilogia Bourne inaugurou, mas utiliza-se de identidade própria para se estabelecer: Tudo o que a trilogia bebe em termos de "pé no chão" e realismo, "O Procurado" joga fora. Mas a diversão é igualmente garantida. E hoje em dia, qualquer ponta que Morgan Freeman faça no cinema anda valendo a pena.
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Nota 9,0
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Trailer