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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Animação infantil?

A Dreamworks solta uma animação leve e para adultos

MONSTROS VS. ALIENÍGENAS
(Monsters Vs. Aliens; EUA, 2009)
Dir.: Conrad Vernon e Rob Letterman
Com as vozes de Reese Witherspoon, Seth Rogen, Kiefer Sutherland, Paul Rudd
1h34 min - Comédia/Animação - Livre

Não leve seus filhos para ver Monstros Vs. Alienígenas. Melhor. Leve sim, seus filhos. Talvez seja uma boa desculpa para entrar na sessão. Principalmente se você acompanhou a onda de filmes dos anos 70/80 sobre invasões alienígenas (com ETs ruins ou dóceis). E tudo isso, combinado com a marca registrada da empresa: Muito sarcasmo, piada para adultos e perosonagens esquisitões.

O filme começa com um meteorito que atinge Susan Murphy no dia de seu casamento. A substância, faz com que ela fique gigante e seja prontamente reclhida pelo governo norte-americano. Escondida da população, ela conhece outros seres bizarros que, assim como ela são mantidos em segredo, caso apareça uma ameaça a qual o exército norte-americano não dê conta. E em uma questão de dias, alienígenas chegam ao planeta na busca por uma substância contida no meteorito.

"Ah, não se assuste, nós somos os bonzinhos..."

Aqui um bom exemplo de diversão tranquila e saudável, por meio de piadas non-sense aliadas a um texto afiadíssimo, simples e com boas sacadas. É um filme de monstros que pode não ser um "Monstros S.A.", mas que paga excelente homenagem aos grandes clássicos do cinema de ficção científica, com direito a presidentes incompetentes, generais bélicos e a B.O.B., o monstro mais simpático do cinema contemporâneo. A nova linha de animações Dreamworks, continua a fugir do "bonitinho", e passa a se dedicar cada vez mais para o pastelão, sem medo de espantar os pequenos. Crianças podem se perder em meio às risadas dos mais velhos e se atentar apenas para o colorido. Mas toda a platéia com certeza se divertirá com facilidade. 

Nota: 8,5

Trailer:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Visita Indigesta

Uma invasão alienígena sem impacto.

O DIA EM QUE A TERRA PAROU
(The Day The Earth Stood Still; EUA, 2008)
Dir.: Scott Derrickson
Com Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Jared Smith, John Cleese
1h43 min - Ficção - 10 Anos


Assim como muitas coisas na vida, o cinema também é ciclico. Ou como costumamos a chamar, remakes. E os remakes, por sua vez, se dividem em dois: Aqueles que copiam o original e os que dão uma repaginada no original. E é preciso coragem para enfrentar fãs  do clássico para transpor uma nova mensagem. A fórmula parecia ser básica: troca-se bomba atômica por guerra e aquecimento global e a mensagem para a nova geração estava a ser dada. O que então, poderia dar errado?

O filme conta a história da chegada de Klaatu, um alienígena que se diz "amigo do planeta Terra". Sem saber das verdadeiras intenções, uma bióloga se dispõe a proteger o visitante intergalático dos interesses do governo americano. Enquanto isso, tem que lidar com seu problemático afilhado (Jared Smith, o promissor filho de Will Smith) e ajudar o alienígena a cumprir seu dever.

"Deixa eu entrar, que eu tô num prego desgraçado..."

O filme tem uma divisão gigantesca: A primeira hora de filme funciona maravilhosamente, apresentando personagens, tentando escalar a gravidade de uma invasão alienígena e mostra um exército despreparado. A sensação de "fim do mundo" pode não ser perfeita, mas você acredita na história. Tudo certinho. Até ali você compra a idéia e até se simpatiza com Keanu Reeves e a sua cara de cansaço. Então, uma cadeia de fast food aparece. Este é o limite. A partir daí, o filme acaba. E não é porque o logo dourado do restaurante aparece. Mas porque toda a construção do filme acaba por ser concluído com o desperdício do personagem mais intrigante da trama (um robô de 15 metros de altura), a um plano de fuga tonto, um fiapo de história, enxurradas de efeitos especiais (um tanto mal-aplicados, diga-se de passagem) e o que parece ser a conclusão mais preguiçosa dos últimos tempos.  É como se no meio do caminho, a mensagem que você esperava ser contada, fosse trocada por uma mais fácil e menos polêmica para o público. Um tiro no pé, na minha opinião. Ou uma terceira divisão dos remakes: Aqueles que não deveriam ter saído da gaveta.

Nota: 5,5

Trailer: