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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cowabunga!!

Elas voltaram.

As Tartarugas Ninja
(Teenage Mutant Ninja Turtles; EUA, 2014)
Dir.: Jonathan Liebsman
Com Megan Fox, Will Arnett, William Fichtner 

1h41min - Aventura - 10 Anos





Se você, assim como eu, ainda se pergunta porque diabos o cinema anda tão cheio das seqüências e dos reboots, pode parar para repensar.

Porque eu, provavelmente, assim como você, estava até outro dia, farto de rever as antigas idéias tomando nova cara, as vezes, com uma cara não muito boa. Foi até eu sentar para assistir ao remake, reboot, refilmagem das Tartarugas Ninjas.

Mas eu, antes de mais nada, cresci assistindo o desenho original. Tinha os bonecos, as bases, as faixas e tudo o que podia ter, referente às tartarugas. Tinha até vontade de ver mais histórias. Histórias, que o tempo tratou de deixar de criar. Mas nunca, esquecer.

Passaram-se duas décadas e olha que elas entraram na onda que assola os clássicos de outra época no cinema. Com um ajuste aqui e uma adaptação ali no contexto original e os pupilos do Mestre Splinter ganham a telona novamente, agora, com a ajuda de April O'Neil (Megan Fox, fazendo as pazes com o produtor Michael Bay) para impedir um plano para envenenar Nova Iorque, com um componente cujo antidoto corre nas veias das Tartarugas.


Uma piada boa antes de brigar com o Destruidor.
Não espere uma reinvenção do cinema ou uma história para sacudir seu mundo. Se você não faz idéia o que essas Tartarugas são e ainda não completou seus 18 anos, vai se divertir a beça com uma aventura bem humorada e com boas doses de ação.

O mesmo vale para o caso de ser um entusiasta das antigas de Leonardo e cia, como eu sou. Esta tudo lá: A rixa entre o líder e Raphael, as piadas e o gosto inabalável por pizza de Michelangelo e as engenhocas e soluções bacanas de Donatello.

Agora, se tudo o que eu falei até aqui lhe soou como grego fluente, pode até ser que você se divirta muito assistindo a esse filme. Basta deixar de lado qualquer pretensão de querer ver algo surpreendente e embarcar a ponto de gritar "Cowabunga" quando os créditos finais subirem a tela.

Eu gritei.





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Visita Indigesta

Uma invasão alienígena sem impacto.

O DIA EM QUE A TERRA PAROU
(The Day The Earth Stood Still; EUA, 2008)
Dir.: Scott Derrickson
Com Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Jared Smith, John Cleese
1h43 min - Ficção - 10 Anos


Assim como muitas coisas na vida, o cinema também é ciclico. Ou como costumamos a chamar, remakes. E os remakes, por sua vez, se dividem em dois: Aqueles que copiam o original e os que dão uma repaginada no original. E é preciso coragem para enfrentar fãs  do clássico para transpor uma nova mensagem. A fórmula parecia ser básica: troca-se bomba atômica por guerra e aquecimento global e a mensagem para a nova geração estava a ser dada. O que então, poderia dar errado?

O filme conta a história da chegada de Klaatu, um alienígena que se diz "amigo do planeta Terra". Sem saber das verdadeiras intenções, uma bióloga se dispõe a proteger o visitante intergalático dos interesses do governo americano. Enquanto isso, tem que lidar com seu problemático afilhado (Jared Smith, o promissor filho de Will Smith) e ajudar o alienígena a cumprir seu dever.

"Deixa eu entrar, que eu tô num prego desgraçado..."

O filme tem uma divisão gigantesca: A primeira hora de filme funciona maravilhosamente, apresentando personagens, tentando escalar a gravidade de uma invasão alienígena e mostra um exército despreparado. A sensação de "fim do mundo" pode não ser perfeita, mas você acredita na história. Tudo certinho. Até ali você compra a idéia e até se simpatiza com Keanu Reeves e a sua cara de cansaço. Então, uma cadeia de fast food aparece. Este é o limite. A partir daí, o filme acaba. E não é porque o logo dourado do restaurante aparece. Mas porque toda a construção do filme acaba por ser concluído com o desperdício do personagem mais intrigante da trama (um robô de 15 metros de altura), a um plano de fuga tonto, um fiapo de história, enxurradas de efeitos especiais (um tanto mal-aplicados, diga-se de passagem) e o que parece ser a conclusão mais preguiçosa dos últimos tempos.  É como se no meio do caminho, a mensagem que você esperava ser contada, fosse trocada por uma mais fácil e menos polêmica para o público. Um tiro no pé, na minha opinião. Ou uma terceira divisão dos remakes: Aqueles que não deveriam ter saído da gaveta.

Nota: 5,5

Trailer: