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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Jogo de Espiões

Julia Roberts e Clive Owen tentarão enganar a todos...

DUPLICIDADE
(Duplicity; EUA, 2009)
Dir.: Tony Gilroy
Com Julia Roberts, Clive Owen, Tom Wilkinson, Paul Giamatti
2h05 - Comédia - 14 anos


A máxima de que grandes astros fazem bons filmes, tem se mostrado em baixa nos últimos anos. Eu, particularmente, discordo. Penso que bons roteiros, fazem bonfilmes. Os astros influenciam, sem dúvida, mas vamos com calma. Astros inspirados ou astros à vontade se encaixam e o bom filme sai. "Duplicidade" tem o plano perfeito: Uma trama esperta, um trailer engraçado e bons atores à frente. O casal principal tem a química que consagrou o filme "Closer - Perto Demais" (ainda que você não se sinta tão entusiasmado com este excelente filme). O que poderia dar errado?

Claire (Julia Roberts, com sono) trabalha de espiã para uma multinacional de produtos de higiene pessoal. Ray (Clive Owen, empolgado até demais) trabalha como espião para a empresa rival. Uma delas tem um novo segredo que será lançado ao mercado em breve. O que ninguém sabe (a não ser você, espectador), é que Claire e Ray são amantes e pretendem dar um golpe e faturar uma bolada com o tal segredo. Se não fosse o fato de um não confiar no outro.

"Não consigo sorrir mais do que isso..."

E então, o que poderia dar errado? Bem, as coisas não dão errado, propriamente dito. Mas o problema de "Duplicidade" é que a trama quer ser mais complexa do que ela deveria ser. é divertido ver o casal com a falta de confiança um no outro, mas tudo se estende ao ponto de você começar a sacar o que virá a seguir. As reviravoltas se tornam previsíveis e o filme perde um pouco de sua força. O diretor Tony Gilroy (do excelente "Conduta de Risco") acerta mais com seus coadjuvantes (sem mencionar na excelente sequencia dos créditos iniciais, onde a rivalidade das empresas é estabelecida sem precisar de uma fala) do que com seus atores principais. Roberts parece atuar certa de que o filme será um sucesso, ao passo de que Owen se mostra apto a fazer de tudo para que isso aconteça. A atmosfera "cool" funciona melhor na trilogia "Onze Homens e Um Segredo". Mas é divertido, sem dúvidas.

Nota: 7,5

Trailer:

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ponto de Vista

Eddie Murphy tenta histórias espaciais

O GRANDE DAVE
(Meet Dave; EUA, 2008)
Dir.: Brian Robbins
Com Eddie Murphy, Elizabeth Banks, Gabrielle Union, Scott Caan
1h30 min - Comédia - 10 Anos



No post abaixo, falei sobre expectativas. E como ela pode atrapalhar a experiência de um filme. Pois bem. Eddie Murphy (com a exceção de Dreamgirls, em um papel completamente atípico) vinha emplacando filmes ruins, fracassos de crítica e de certa forma de público. Ou então, como explicar a sequencia de "O Professor Aloprado" ou ainda "Norbit"? Me perguntava, por onde andaria aquele comediante de filmes como "Os Picaretas", "48 Horas" e da trilogia "Um Tira da Pesada". E ainda com essa dúvida em mente, assisti a "O Grande Dave" com baixíssimas expectativas.

A história fala sobre um homem que caiu do espaço e começa a perambular pelas ruas de Nova York. Depois descobrimos que na verdade, se trata de uma nave espacial no formato de um homem, pilotada por miniaturas de seres humanos que vieram ao planeta Terra em busca de água salgada para garantir a sobrevivência de sua espécie. O problema aparece quando parte da tripulação começa a se apegar aos costumes dos terráqueos, graças às constantes e intensas interações que o exterior da nave (ou o Grande Dave) tem com a população.


"Se eles gostarem desse, te chamo pra "Um Tira da Pesada"

Preciso confessar que gostei do filme. Não é um Eddie Murphy Clássico, mas depois de muito tempo, um Eddie Murphy que faz rir com um filme leve, despretensioso e que poderia pegar pesado em críticas ambientalistas (como ja vimos muito nos últimos anos). A história acerta ao fugir de piadas sobre flatulência, escatologias e bizarrices humanas (salvo as cenas do cachorro-quente e do provador de roupa, que devem ter sido incluídas só para satisfazer ao fã mais ardoroso do gênero pastelão). A fase de adaptação chega a arrancar sorrisos e o desenvolvimento da história, apesar de diminuir o ritmo, não faz feio ao resultado final. A dinâmica entre os tripulantes da nave pode ser exageirada e cheia de clichês, mas acontecem quando o espectador já está imerso no mundo de Dave, o que facilita a aceitação. As piadas sobre comportamento humano vem de brinde. Poderia ser melhor, mas ao pensarmos que é um roteiro que, entre um buraco e outro, poderia descambar para o ridículo e puxar o filme para baixo, o resultado. Sessão da tarde garantida. Pelo menos enquanto aguardamos "Um Tira da Pesada 4" para o ano que vem.

(Nota 7,0)

Trailer: