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segunda-feira, 5 de maio de 2014

A Boa Intenção

Melhor e mais divertido que o primeiro.

Rio 2
(EUA; 2014)
Dir.: Carlos Saldanha
Com as vozes de Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Andy Garcia, Jamie Foxx
1h41 min - Animação/Aventura - Livre





Onde há animação, há um público cativo. E há também, boa bilheteria, na maioria dos casos. 

Em 2011, a Blue Sky lançou "Rio". Um filme com uma proposta muito bacana em um veículo apropriado para uma mensagem sobre a preservação da natureza, com belo visual, mas que acabou descambando para um filme repleto de estereótipos manjados e piadas bobinhas.

Se onde há animação, há um público cativo e consequentemente, boa bilheteria, também haverá (ao menos) uma inevitável continuação.

E três anos depois do original, Rio 2 (que no Rio mesmo, são apenas 10 minutos de filme), leva a aventura para a Amazônia, depois que a (agora) esposa de Blu, descobre que há outras araras azuis vivendo livremente na Amazônia e desperta um desejo de entrar em contato com suas raízes. Especialmente quando seus filhotes estão crescendo e perdendo seus instintos naturais, para as facilidades de uma vida na cidade.

Tá bonito isso aqui, hein?

O filme segue direitinho a cartilha de continuações para o cinema: Aumenta o número de personagens, check. Mantém os coadjuvantes engraçadinhos na história, para evitar perder audiência, check. Evolui a história dos personagens principais, check. E assim vai, com muitos outros "checks"...

Talvez até por isso, Rio 2 é um filme melhor de ser assistido do que o original. As piadas foram notavelmente melhoradas, apesar de previamente conhecidas. Principalmente as que dizem respeito à vida de casados e sobre conhecer a família da noiva/esposa, feitas sob encomenda para os pais que acompanham os pequenos na sessão.

Pequenos que certamente vibrarão com o belíssimo visual colorido e rico em detalhes (um dos pontos compartilhados com o original de 2011), com os bons números musicais espalhados pelo filme (fiquei cantarolando a última por algumas horas depois da sessão) e com algumas comédias físicas que também fazem parte desse tipo de filme.

Mas a impressão que passa, ao acender das luzes, é que a real mensagem do filme está direcionada aos pais, disfarçado de diversão infantil. O que não é ruim, mas deixa a sensação de que todo o espetáculo, de uma forma geral, poderia ter sido melhor aproveitado.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Linha de Montagem

Nada em 2014, será tão divertido.

Uma Aventura Lego
(The Lego Movie; EUA, 2014)
Dir.: Phil Lord, Christopher Miller
Com as Vozes de Chris Pratt, Elizabeth Banks, Will Arnett, Morgan Freeman
1h40min - Aventura - Livre




Confesso que sou muito suspeito para falar desse filme. Sou aficcionado por Legos desde pequeno. E sou chato também. Manual de instruções, peças na mesa e, pacientemente, peça a peça, até o produto final montado. Ai sim, posso destruir e construir novas coisas. 

Mas o melhor do Lego, sempre foi a reutilização das peças para novas historias. Recriar. Inovar. E esse é o maior mérito do filme... De Lego. Utiliza a dinâmica do próprio brinquedo para transportar o espectador para diferentes lugares, conforme a aventura pede. 

E a aventura começa com Emmet. Um cara legal, que faz tudo através de um "manual de instruções" para começar o seu dia e seguir para o trabalho de construtor. Um dia se depara com uma estranha peça, caçada por um grupo de rebeldes que lutam contra o Senhor Negócios, homem poderoso que planeja colar todo o universo Lego, para que tudo fique como está. 

Mais Café!
Apesar do apelo infantil que a história, as cores e o próprio brinquedo possui, é preciso dizer que este filme não é somente para crianças. E poderia muito bem ser. Aliás, o filme poderia descambar para um grande comercial de duas horas, mais as favas de dinheiro gasta com os pequenos na loja de brinquedos mais próxima, após a sessão. O filme esta cheio de piadas para os pais e referências adultas. "Tempos Modernos", "1984", maquinas de votações e por aí vai... Mas calma. A criançada certamente vai se divertir com as sequências de ação e com as piadas de humor físico, mas o filme brilha quando fala com o público cativo de construtores de lego, sentados do lado de fora da tela. 

O que fica explícito no terceiro ato da história. Se esforçando ao máximo para não entregar nenhum spoiler, o filme toma um rumo ousado para transmitir uma mensagem poderosa aos espectadores, em especial aos pais, que se divertiram a beça até então. 

É como a experiência do próprio brinquedo. Você segue o manual de instruções e constrói o que comprou. E num segundo momento, arrisca e transforma tudo em algo ainda melhor. Basta ter a criatividade e a mente aberta. 




sexta-feira, 30 de julho de 2010

Felizes para Sempre

SHREK PARA SEMPRE
(Shrek Forever After; EUA, 2010)
Dir.: Mike Mitchell
Com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas
1h35min - Animação/Comédia - Livre




Todo bom piadista, termina seu show no ponto alto, com a melhor piada.

E toda boa piada, termina no ponto mais engraçado.

Se essa teoria é inquestionável, então, a saga de Shrek deveria ter sido encerrada com o segundo filme.

Mas isso não aconteceu. O terceiro filme, como um todo, não funcionou como deveria e a piada do Ogro pai, sai bem fraquinho.

Shrek, pela inovação, pelo contexto, pela identificação, pelos fiéis telespectadores e pelo o que ele se tornou, frente a indústria cinematográfica não merecia um final daqueles. E portanto, um quarto filme, era mais do que ordem.

Era imprescindível.

E então, voltamos às raízes. Ao ponto zero. O Ogro.

E o quarto providencial capítulo da Saga, traz a tona a velha máxima de que é preciso celebrar o que temos e jamais pensar no quão verde é a grama do vizinho: Cansado da sua nova rotina (bebes-casa-jantar), o protagonista faz um trato com Rumpelstiltskin (nanico, como o primeiro vilão, Lord Faarquad, mas com muito mais carisma), para ser um Ogro, como no início, por um dia. O vilão pede em troca um dia qualquer da vida de Shrek e este cai numa realidade alternativa, que se no início está tudo bem, no fim descobre que a sua própria existência está ameaçada...

...se não conseguir um beijo de sua amada Fiona até o raiar do dia seguinte.

"Um abraço... Pelos velhos tempos?"

E daí se as piadas não estão caprichadas como nos primeiros dois filmes? O filme aposta no sentimentalismo, admite a cara escrachada da série e se não tem gags tão inspiradas, traz um belos desfecho e não se restringe ao público adulto.

Mas, como todo Shrek, as melhores piadas estão com os coadjuvantes.

E felizmente, o dono da farra aqui, volta a ser o Burro.

Na verdade, o maior mérito do quarto filme, foi encerrar uma das maiores sagas animadas do cinema, com um começo diferente.

Nota: 7,5

Trailer:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Obrigado, Pixar!

A despedida de uma saga.

TOY STORY 3
(EUA, 2010)
Dir.: Lee Unkrich
Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Michael Keaton
1h43 min - Animação/Comédia - Livre



Conheça seu público. Admire-o. E acima de tudo, respeite-o.

E a Pixar, que de boba não tem nada, leva muito a serio o seu público. Crianças? Não apenas. Ou talvez não mais. Crianças acompanharam o Toy Story original. Compraram muitos bonecos do Woody e de Buzz Lightyear.

Crianças gostam de "Monstros S.A.", de "Carros".

Ou não? Espere um pouco. Me confundi...

A Pixar conhece seu público. Ela nos admira (de volta) e acima de tudo, nos respeita. Sabe que não se trata apenas de crianças. É preciso entreter os pais, os acompanhantes e as crianças. As vezes até, necessariamente nesta ordem.

Ela entendeu que aqueles que foram surpreendidos em 1995, cresceram, amadureceram e tiveram novas ideias. Assim como Andy, o dono dos brinquedos mais famosos do cinema.

E aqui, Andy está indo para a faculdade. Já não brinca mais com bonequinhos. Estes, foram relegados a um baú, convivendo diariamente com a dor de não serem mais utilizados e com o medo de serem jogados no lixo.

E com desenvolturas que a Pixar está craque em criar, os brinquedos acabam parando numa creche, como doação. O que a princípio é maravilhoso (afinal de contas, são crianças que brincariam com eles todos os dias e que seriam renovadas a cada ano) se torna em terror, graças ao autoritarismo e ao (inacreditavel) sistema de corrupção e hierarquia de ferro implementada pelo vilão Lotso, um ursinho de pelúcia que tem, literalmente, apenas um visual amigável.

"Tá vendo aquele boneco ali? É brinquedo de menina..."

E como toda aventura deveria ser, o desenrolar da história captura facilmente a nossa atenção, com excelentes doses de humor, para aliviar o suspense e as cenas assustadoras (crianças desacompanhadas podem sofrer um bocado). Basta dizer que o plano e execução de fuga que os brinquedos promovem é espetacular.

O climax do filme é a cena mais surpreendente, chocante e apoteótica que eu vi em um filme de animação. Não posso dizer nada mais, para não lhe comprometer. Mas a sensação é genuína.

Assistir a saga Toy Story na telona, foi sem dúvida, algo indescritível. Algo que eu gostaria que meus filhos, netos e gerações adiante pudessem ter a mesma sensação que tive. Meus brinquedos poderiam (ainda que na minha imaginação) conversar comigo. Eles tinham vida própria, sentimentos e opiniões divergentes entre si. Eram pequenas unidades vivas, na prateleira de casa.

Conheça. Admire. Respeite.

Toy Story 3 não é exatamente, um filme para crianças. É uma grande piscada de olhos que a Pixar nos oferece, em reconhecimento pelos 15 anos que se passaram. Fomos fiéis, todos os anos, lotando cinemas para acompanhar o amadurecimento de ideias, de visuais e de contextos. Do lado deles, o cumprimento da promessa de nos oferecer qualidade e sem nunca nos subjulgar.

Por isso eu digo: Obrigado, Pixar!

Nota: 10

Trailer:


P.S.: Como de praxe, o curta exibido antes do filme é espetacular. E neste caso, com um óculos 3D fica ainda melhor.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ciência Simples

Diversão que dá uma fome...

TÁ CHOVENDO HAMBURGUER
(Cloudy with a Chance of Meatballs; EUA, 2009)
Dir.: Phil Lord e Chris Miller
Com as vozes de Bill Hader, Anna Faris, James Caan, Andy Samberg
1h30 min - Animação/Comédia - Livre


A nova onda de animações nos deixou muito mal acostumados. Muito. Você entra num filme desses e já espera piadas politicamente incorretas, trocadilhos infames e até sátiras pesadas em clássicos cinematográficos. Não me entenda errado. Adoramos isso. Mas nos esquecemos do humor mais clássico. Aquele humor físico, presente nos clássicos da Disney, que rendeu tanta bilheteria no passado.

Flint Lockwood é um inventor fracassado. Suas experiências desastrosas já não atraem mais a atenção de sua cidade, que depende excusivamente da pesca e consumo do consumo de sardinhas. Até que Flint cria uma máquina, capaz de converter água em comida. E literalmente, faz chover hambúrguer e todo o tipo de alimento que o atrapalhado cinetista digita em seu computador. O problema é quando o prefeito da cidade resolve transformar o fenômeno metereológico em atração turística e a máquina começa a apresentar problemas.

"É a dancinha do robô!"

Como você deve ter percebido, pelo parágrafo de introdução, o filme não apresenta as piadas que um filme de animação recente costuma a trazer. E essa falta de um humor ácido pode deixar o filme um tanto sem graça para muita gente. Os pais deverão curtir mais pelas risadas de seus filhos e talvez até pelo clima "anos 80", que o filme presta homenagem em pequenos detalhes espalhados pelo longa (quem aí não sabe o que é um "genius", por exemplo). É um legítimo filme infantil, com muita comédia física. Há no entanto, duas mensagens para o público-alvo. Sutis, eficientes e sem precisar desviar da história para que todos no filme entendam. Pais, não se preocupem: O filme deixa claro de que o cionsumo desenfreado de fast-food é ruim. Mas eu "truco" o leitor não sentirem aquela vontade de comer uma "besteirinha" após a sessão.

Nota: 6,0

Trailer

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Excelência Emocional

A homenagem da Pixar, à vida.

UP - ALTAS AVENTURAS
(Up; EUA, 2009)
Dir.: Pete Docter
Com as vozes de Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Delroy Lindo
1h36 min - Animação/Comédia - Livre



Quem nunca ouviu falar na Pixar? Sinônimo de qualidade e diversão garantida, o estudio de animação, vem priorizando histórias sobre a comédia. Não que a comédia, que fez bonecos ganharem vida, carros falantes e peixes perdidos se encontrarem enfraqueceu. Mas a sensibilidade do contador de histórias aflora a cada vez mais nos filmes. Sai o sarcasmo "adulto", e entra a honestidade do sentimento.

Carl Fredericksen (De longe, um dos melhores personagens do curriculo da Pixar) é um senhor que após a dura perda de sua mulher, decide cumprir um antigo desejo de sua amada: Visitar as cachoeiras da America do Sul. Para isso, mune sua casa com milhares de balões e resolve chegar ao seu destino sentado em sua sala de estar. Junto dele, Russell, um escoteiro falastrão que estava na varanda de sua casa por acidente.

"Não se tem uma vista dessas la onde eu morava..."

Não vou entrar no mérito da qualidade tecnica da animação. Vou me ater a história. São filmes como este, que provam a distância exageirada que a Pixar tem frente à concorrência. O filme é um oasis para os olhos. A Pixar mergulha nos personagens caricatos, capricha no humor e entrega uma história singela, forte e brilhante. Não é o filme bonitinho que seus filhos assistem. Os primeiros 20 minutos são uma verdadeira surra no espectador, contemplando a bela vida que o personagem central teve e o fardo de carregar a saudade e a solidão. E para alimentar a força de vontade que motiva Carl, três coadjuvantes, responsáveis pela verdadeira diversão: Russell é o contraponto perfeito para toda a mesquinharia que o protagonista oferece. Kevin, é a encarnação do humor físico. E Doug. O cachorro falante, que faz as vezes da criançada e completa a trupe da mais bela homenagem à terceira idade que um filme pode oferecer. O vilão e seus motivos podem passar de forma meio fraca e desastrada, se contraposto com o desenvolvimento da trama. Não diminui os méritos deste filmaço que a Pixar, novamente, faz com o coração para seus fiéis espectadores.

Nota: 9,5

Trailer:

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Evolução das espécies

Maior e Melhor. Diversão garantida.

A ERA DO GELO 3
(Ice Age: Dawn of the Dinosaurs; EUA, 2009)
Dir.: Carlos Saldanha
Com as vozes de Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Queen Latifah
1h 34 min - Comédia/Animação - Livre


A Fox nunca entrou pesado no conturbado mercado de animações. Com filmes mais (digamos...) simples e se concentrando nas histórias, conseguiu captar seu público fiel. A estratégia para entrar foi simples. Girou em torno de um esquilo e sua noz. Em um teaser sensacional, que depois descobrimos ser a abertura do filme. E quando o filme passou, Scrat (o esquilo) era apenas um coadjuvante. Mas que aparecia sempre quando o filme precisava de uma injeção de ânimo ou de uma nova guinada na história. Deu certo. Deu duas sequências. A terceira parte abocanhou a liderança de bilheteria nos EUA e no Brasil (desbancando Transformers).

No novo capítulo, Manny, o mamute está para ser pai. Isso desperta o instinto maternal/paternal na preguiça Sid, que ao encontrar três ovos de seu tamanho, decide cria-los. O que o bando não fazia idéia, é de que os ovos pertencem a um tiranossauro, que vive junto a uma sociedade de dinossauros debaixo da camada de gelo onde se passaram as duas histórias anteriores. O tiranossauro então, busca os ovos e acaba levando Sid junto. O grupo agora terá de descer ao novo mundo para resgatar seu amigo falastrão.

"Não, eu não vi a sua noz..."

Seguindo a cartilha das sequências inteligentes, e levando a idéia do "maior e melhor" ao pé da letra, o terceiro capítulo se apresenta como o melhor. De longe. Um tamanho cuidado com a história quanto com a animação, "A Era do Gelo 3", é de fato a evolução de sua espécie. As piadas agora satisfazem adultos e crianças (muitas delas apenas para adultos), a história não descamba para momentos sensíveis ou tristes. As gags tomam uma sequência inacreditável, que faz o filme decolar. Mesmo que acredite que seja previsível, temos de reconhecer o abismo entre as produções anteriores. E a presença de Scrat, com uma disputa saudável pela noz. A iminente aparição de fêmea da sua espécie, que brigarão pela noz até... Bem. Sem spoilers. Valeria o ingresso simplesmente pelo sensacional tango que os dois dançam na disputa. Mas a história e o humor rivalizam pela primeira vez com o esquilo. Vale vários ingressos.

Nota: 8,5

Trailer:

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Animação infantil?

A Dreamworks solta uma animação leve e para adultos

MONSTROS VS. ALIENÍGENAS
(Monsters Vs. Aliens; EUA, 2009)
Dir.: Conrad Vernon e Rob Letterman
Com as vozes de Reese Witherspoon, Seth Rogen, Kiefer Sutherland, Paul Rudd
1h34 min - Comédia/Animação - Livre

Não leve seus filhos para ver Monstros Vs. Alienígenas. Melhor. Leve sim, seus filhos. Talvez seja uma boa desculpa para entrar na sessão. Principalmente se você acompanhou a onda de filmes dos anos 70/80 sobre invasões alienígenas (com ETs ruins ou dóceis). E tudo isso, combinado com a marca registrada da empresa: Muito sarcasmo, piada para adultos e perosonagens esquisitões.

O filme começa com um meteorito que atinge Susan Murphy no dia de seu casamento. A substância, faz com que ela fique gigante e seja prontamente reclhida pelo governo norte-americano. Escondida da população, ela conhece outros seres bizarros que, assim como ela são mantidos em segredo, caso apareça uma ameaça a qual o exército norte-americano não dê conta. E em uma questão de dias, alienígenas chegam ao planeta na busca por uma substância contida no meteorito.

"Ah, não se assuste, nós somos os bonzinhos..."

Aqui um bom exemplo de diversão tranquila e saudável, por meio de piadas non-sense aliadas a um texto afiadíssimo, simples e com boas sacadas. É um filme de monstros que pode não ser um "Monstros S.A.", mas que paga excelente homenagem aos grandes clássicos do cinema de ficção científica, com direito a presidentes incompetentes, generais bélicos e a B.O.B., o monstro mais simpático do cinema contemporâneo. A nova linha de animações Dreamworks, continua a fugir do "bonitinho", e passa a se dedicar cada vez mais para o pastelão, sem medo de espantar os pequenos. Crianças podem se perder em meio às risadas dos mais velhos e se atentar apenas para o colorido. Mas toda a platéia com certeza se divertirá com facilidade. 

Nota: 8,5

Trailer:

domingo, 21 de dezembro de 2008

Encontro com as origens

Madagascar melhora o pique e garante o verão.

MADAGASCAR 2 - A GRANDE ESCAPADA
(Madagascar: Escape 2 Africa)
Dir.: Eric Darnell e Tom McGrath
Com as vozes de Ben Stiller, Chris Rock, Jada Pinkett-Smith, David Schwimmer
1h29 min - Comédia/Animação - Livre


Em 1994, a Disney trouxe às telonas um de seus maiores clássicos: O Rei Leão. Muito bem feito, personagens engraçados, história comovente (marca tradicional da empresa) e lições de moral que foram compreendidos por todos. Em 2005, a Dreamworks, que tinha no currículo boas sátiras em termos de animação (ou alguém aí ainda não ouviu falar de Shrek?) lança a sua versão de bichinhos selvagens com "Madagascar". Ácido, irreverente, bons diálogos e quatro pinguins. Mas ainda faltava algo. E agora, no fim de 2008, a versão de "O Rei Leão", mas com os personagens de 2005.

"A Grande Escapada", começa exatamente de onde o original parou: Os quatro amigos Alex, Marty, Glória e Melman deixando a ilha de Madagascar. O Rei Julian empresta um avião aos pedaços e depois de uma hilária decolagem, o avião acaba por cair no meio do continente, onde os protagonistas terão de entrar em contato com suas origens e aprender que seu lado selvagem pode lhes render muito mais do que alguns aplausos no zoológico.

"Boneca de palha? Que boneca de palha?"

O maior mérito desta animação, foi conseguir sair da sombra do original. Isso não é novidade, em termos de filmes animados, mas aqui, cria-se uma nova história sem necessariamente se prender ao passado. Novos personagens, melhores piadas. Madagascar se superou e criou um filme melhor. Mas há ressalvas. A tradicional parte do filme onde tudo dá errado se estica demais e algumas histórias que se tornavam interessante acabam se arrumando muito rapidamente. Há a apologia (ainda que relâmpago) ao brio norte-americano/nova-iorquino, mas nada que estrague o espetáculo. As férias da criançada estão novamente garantidas.

Nota 8,0

Trailer

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Bom, o Mau e o Gordo

A febre de programas e produtos sobre a China ganha sua versão mais divertida com esta animação para todos os públicos

KUNG-FU PANDA
(Kung Fu Panda)
Dir.: Mark Osborne, John Stevenson
Com as vozes (dubladas) de Lucio Mauro Filho, Juliana Paes. (Legendado) Jack Black, Dustin Hoffman e Angelina Jolie
1h32 min - Animação/Comédia - Livre

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Depois de anos consolidada no mercado de animação, a Disney (e a Pixar) ganharam um concorrente de peso nas férias escolares desde Julho/99. A Dreamworks inaugurou sua divisão de animação com um dos personagens mais queridos dos ultimos tempos: Shrek. Desde então, em cada férias de meio de ano, somos brindados com duas animações. Quase que lançadas simultaneamente e impossível de não serem comparadas. Mas vou resistir à tentação (e à minha ideia original) e me ater somente a Kung-Fu Panda.
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A história começa com Po. Um carismático Panda que sonha em ser um guerreiro, mas se atém à loja de sopas de seu "pai". Um belo dia, o ancião e líder dos cinco furiosos (os guardiões do vilarejo onde Po vive) escolherá o Dragão Guerreiro, uma espécie de guardião supremo para proteger os habitantes de Tai Lung, um Tigre que ameaça a paz local por sua força e alta capacidade de destruição. Po, que é indicado como candidato à vaga, passará por um rígido treinamento para realizar seu maior sonho.
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"Skadoosh!"

É um daqueles típicos filmes onde crianças e adultos se divertirão sem compromisso. As piadas funcionam facilmente para todos os publicos e as risadas fluem quase que naturalmente. Com um personagem carismático como o Panda é colocado, ficou difícil para os roteiristas não se apoiarem nas inevitáveis piadas sobre obesidade. Isso não atrapalha o andamento da história (para as sequencias dos treinamentos e para a batalha final, funcionam muito bem), e Po acaba se tornando um personagem acima do nível dentre as animações da Dreamworks. Só é uma pena que os demais personagens não tenham sido tão bem trabalhados. Poderia ter incrementado uma história que acabou ficando como mais um filme de animação, sem muito destaque. De qualquer forma, um programa típico das férias.

(Nota 8,0)

Trailer: