Um ano com muita coisa boa nos cinemas. É claro que não dá para assistir a tudo o que se quer ver, seja por tempo, seja por pouca distribuição ou até mesmo por localização.
Mas do que vi e gostei, aqui estão os meus 10 filmes preferidos, dos que foram lançados no Brasil no ano passado.
Um filme magnífico precisa de 12 anos para ficar pronto.
Menções Honrosas: Marvel 2014 trouxe os dois melhores filmes da marca até agora: Guardiões da Galáxia e Capitão América 2. Interestelar Christopher Nolan foi para o espaço. Ela Spike Jonze conta muito mais do que um simples romance entre um homem e seu celular.
(Guardians of the Galaxy; EUA/ING, 2014) Dir.: James Gunn Com Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Benício Del Toro 1h44 min - Ação/Comédia - EM BLURAY E DVD
A Marvel é muito seria.
Em poucos anos, inundou as telas e o imaginário coletivo ao introduzir filmes de diferentes super-heróis e preparar a base para uma história única, contada através de múltiplos filmes. E fez um golaço.
Quanto mais bilheterias, mais o Universo Marvel se expande. E mais portas se abrem para a inserção de novos personagens.
Mas a Marvel é muito seria. E as vezes faz bem relaxar. Fazer umas piadas. Tirar o sapato e descansar um pouco. Aliviar a tensão. E a forma mais Marvel de fazer isso, é obviamente, com outra história para expandir (ainda mais) seu universo.
Esse filme, no caso, é Guardiões da Galáxia, a maior e melhor surpresa da marca. Peter Quill, é um mercenário espacial que acaba adquirindo um ítem valioso, o que acaba chamando a atenção de outros caçadores de recompensas. Para se safar e evitar que esse ítem caia em mãos erradas, ele se unirá a um grupo de desajustados para que o Universo não tome um sombrio rumo.
"Me dê as chaves seu..."
"Guardiões" é de longe o filme mais charmoso e despojado do universo Marvel. Com um apelo diferenciado dos demais filmes da marca, abdica de focar na ação para privilegiar diálogos e um irreverente humor com maior destaque. São personagens carismáticos colocados em uma trama simples com o propósito de divertir de forma descontraída. Não tenta soar como um filme serio em nenhum momento e esse provavelmente é o maior mérito do longa.
Seu charme ainda contempla uma trilha sonora inspirada, com um feeling retrô que leva o público a um curioso sentimento de nostalgia, como se transportado a uma ficção científica dos anos 70. Um respiro de ar fresco em meio à tanta seriedade que os próximos filmes da Marvel promete (especialmente no que o próximo Vingadores aparenta ser com o seu trailer).
Voltemos à quebradeira portanto. Mas com data marcada para o próximo "momento relax", em 2018.
Nunca fui muito fã do Capitão America. Sempre achei muita patriotada para pouco conteúdo. Apesar de nunca ter lido uma HQ dele, achei o filme antecessor, "O Primeiro Vingador", muito ruim e deixou aquela sensação de ser um produto feito às pressas para estabelecer as historias bases para "Os Vingadores".
Portanto, entrar no cinema para ver a sequência do personagem mais chato do grande produto da Marvel no cinema não era das tarefas mais animadoras.
Nesta segunda empreitada solo do Capitão, ele tem que desvendar um plano secreto da HIDRA, agência maligna descoberta no primeiro filme, que pode estar por trás de uma serie de assassinatos, cometidos por um mercenário conhecido como O Soldado Invernal, que pode ter importante relação com o passado do Capitão, enquanto este, tenta se adaptar ao mundo moderno.
Ei. Você fez chapinha?
No fim da sessão e de queixo caído, demorei para adimitir que tinha acabado de ver o melhor filme da Marvel até então. O estilo frenético da ação (que parece ter inspiração na série Bourne), com tiroteios, coreografias de lutas empolgantes e belas perseguições de carros caiu muito bem para o personagem, que se encontra numa história bem superior e que dá ganchos para o segundo filme dos Vingadores e para a óbvia terceira parte do Capitão América.
E nessa história, também se encontra o melhor vilão desse universo Marvel no cinema até agora. O Soldado Invernal do título, estabelece logo no começo que será, além de um páreo duríssimo, perigoso e ameaçador da paz. Mais do que isso, há uma subtrama forte - e muito boa - que influenciará muita coisa para os personagens desse universo daqui para frente. Há, inclusive, uma ponta de um personagem que apareceu lá atras, no péssimo "Homem de Ferro 2", que participa dessa subtrama e que explica muita coisa do que já aconteceu.
De negativo, apenas muita previsibilidade da trama e o 3D inútil, que deve estar ali só para aumentar a arrecadação de bilheteria
No geral, um belo upgrade do primeiro para o segundo filme. Uma evolução que aumenta o poder de fogo do Capitão com o público e que prepara o terreno para novas empreitadas do personagem. E é claro, para Os Vingadores.