Mostrando postagens com marcador Homossexualismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homossexualismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Louco e o Ingênuo

O irmão espalhafatoso de Borat

BRÜNO
(EUA, 2009)
Dir.: Larry Charles
Com Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten, Clifford Bañagale, Chibundu Orukwowu
1h21 min - Comédia - 18 Anos



Fazer cinema para chocar a platéia não é novidade. Muitos diretores fazem isso todo ano. Chocar a platéia expondo verdades da sociedade, para a sociedade, é a veia central de todo documentário. Em 2006, "Borat" misturou ficção, comédia e documentário em um filme hilário e chocante. Criou grande impacto (positivo e negativo), tomou a crítica mundoial de surpresa e se estabeleceu como ícone (quem aí nunca usou um dos bordões do desajeitado repórter do Cazaquistão?). Para tentar seguir o rítimo, o comediante Sacha Baron Cohen usa a mesma fórmula de sucesso para fazer a "sequencia".

Brüno é um repórter de moda austríaco, homossexual assumido, que adota métodos incomuns para fazer seu jornalismo. Mas após alguns sérios deslizes, é demitido de seu emprego e barrado em todos os grandes eventos de moda da europa. Em sua busca cega pela fama, decide viajar pelo mundo para se destacar novamente e se tornar conhecido mundialmente.

"Você está no Austria Gay TV!"

Se a intenção de Cohen era chocar a platéia, acertou em cheio. Usando e abusando das câmeras escondidas (o que gera marcas astronômicas de processos contra o ator), o filme brilha ao expor até onde a sociedade vai para se tornar famosa. E é isso. O resto, não passa de uma cópia e de uma sequencia aquém do filme do repórter cazaque. Seja pela expectativa que o primeiro filme gerou, ou pela mesma linha de piadas adotadas. Se Borat crescia com os choques culturais e com as pitadas racistas e xenofóbicas, Brüno prima mais pelo o que é visualmente chocante, o que faz o filme se tornar apelativo em certos momentos (a piada com Hitler é boa, mas dentro do contexto do filme, um tanto exageirada, por exemplo). Engraçado, sem dúvida (mesmo considerando que quase todas as grandes cenas foram expostas no trailer). Mas já vimos este filme antes.

Nota 7,0

Trailer (sem legendas):

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O direito de ser

Sean Penn roubará a noite do Oscar?

MILK - A VOZ DA IGUALDADE
(Milk; EUA, 2008)
Dir.: Gus Van Sant
Com Sean Penn, Josh Brolin, James Franco, Emile Hirsch
2h08 min - Drama - 16 Anos



Gosto muito de filmes biográficos. Principalmente quando se trata de alguém desconhecido para mim. Não importa a causa, não importa o contexto, nem a nacionalidade. Apenas me dê uma biografia de alguém que nunca ouvi falar e me conte como que a sua história influencia no mundo de hoje. E aqui, temos um elenco brilhante, liderado por Sean Penn (um dos astros mais inteligentes e capacitados do cinema atual) em uma biografia de uma persona inédita. Pelo menos, para mim, inédita.

Penn interpreta Harvey Milk, ativista que foi decisivo na luta pelos direitos dos homossexuais até se tornar o primeiro congressista gay dos Estados Unidos. Até o seu assassinato no fim da década de 70. O filme foca na luta desde a mudança do personagem para San Francisco até sua ascenção como congressista americano, terminando no ano de seu assassinato. No meio do caminho, os relacionamentos turbulentos do personagem e como ele influenciou o cenário.


"Espera, o que você disse sobre o meu cabelo?"

Eu sei que já estou me tornando repetitivo. Já é o quarto post consecutivo que vou exaltar uma atuação. Mas falar de Milk e não citar a performance marcante de Sean Penn é o mesmo que falar de um jogo de futebol e não mencionar os times que jogam. Levou os prêmios de melhor ator em todas as premiações em que Mickey Rourke não levou. Dito isso, É necessário exaltar também o tremendo trabalho de direção por parte de Gus Van Sant. Eu estava com sérios problemas para aceitar seus trabalhos mais recentes (vastamente elogiados pela crítica) e aqui ele utiliza de seu estilo clássico que cai como uma luva para imprimir a pressão em que Harvey Milk sentia. Ainda para quem não sabia absoulutamente nada sobre o ativista (eu, por exemplo) consegue captar o tom aflitivo dos reprimidos, substituindo takes impressionistas ou frases de efeito por takes densos e visualmente comprimidos. Os coadjuvantes que tomam o filme de assalto (com menção principalmente a Josh Brolin como o adversário político Dan White), estão muito bem, cada um focado na diferente forma de influenciar o personagem principal. O desfecho entregue logo aos cinco minutos de filme só fazem por ajudar na crescente aflição até o triste climax, enaltecido pela trilha maravilhosa de Danny Elfman coroam um dos mais impressionantes filmes que você verá em 2009. 

Nota 9,5

Trailer:



8 Indicações ao Oscar:

-Filme
-Diretor
-Ator (Sean Penn)
-Ator Coadjuvante (Josh Brolin)
-Roteiro Original
-Montagem
-Figurino
-Trilha Sonora