Jackie Chan e Jet Li lutam, mas depois fazem as pazes nesta aventura para toda a família.
O REINO PROIBIDO (The Forbidden Kingdom; EUA, 2008) Dir.: Rob Minkoff Com Jackie Chan, Jet Li, Michael Angarano, Yifei Liu 1h53 min - Aventura - 12 Anos
.
Outra onda que o cinema tem as vezes é a idéia do "versus". Alien versus Predador. O ultrapassado (porém não finado) Robocop X Exterminador do Futuro. Jet Li X Jason Statham. O Godzilla então, enfrentou um monte... Enfim, o conceito básico é pegar dois ícones do cinemão e colocá-los frente a frente. E como, mais uma vez, a China é a verve do momento, nada mais natural do que colocar os chineses Jackie Chan e Jet Li no mesmo filme. Mas neste caso, felizmente, não é apenas uma questão de "versus". . O filme começa bem longe da China: Um garoto obsecado por filmes de luta é pressionado pelos valentões da escola para que ele arrumasse uma forma de descontar cheques roubados. Ele acaba levando os valentões na loja onde compra os filmes de um simpático ancião. Uma tragédia ocorre e o garoto (o nome dele é Jason, por sinal) acaba de posse de um bastão mágico. Esse bastão o levará em uma viagem de volta no tempo, onde será ajudado por um Monge (Jet Li) e um Mendigo (Jackie Chan, o melhor do filme) a libertar o Rei Macaco (Jet Li, de novo), personagem que foi aprisionado há mais de mil anos.
"O que aquele garoto veio fazer nesse filme?"
O filme chegou a ser vendido como um embate entre os dois. A luta acontece. Não enche os olhos, não surpreeende e provavelmente não será o que você espera. Mas o filme já ganha por ter Chan e Li lutando sem a ajuda de fios na maior parte das cenas de luta. O enredo, por mais que batido diverte bastante e garante o programa. Mas há falhas. Um buraco ou outro no roteiro, piadinhas um pouco abaixo de um filme de Jackie Chan e até as cenas de luta pode frustrar. Mas que os dois protagonistas têm química, ninguem pode negar. Definitivamente um filme que não entrará para esse triste sub-gênero dos "versus". Chan e Li são melhores lutando do mesmo lado. Melhor assim. . Nota 7,0 . Trailer:
(The Mummy - Tomb of the Dragon Emperor; EUA, 2008)
Dir.: Rob Cohen
Com Brendan Fraser, Jet Li, Maria Bello
1h 52 min - Aventura - 12 anos
A expectativa pode derrubar a experiencia de assistir a um filme. Foi assim em 2001 quando "O Retorno da Múmia" foi lançado para dar continuidade à franquia iniciada com o pé direito em 99. A expectativa era grande e o filme... Bem, digamos que o primeiro tinha sido bem superior. E o filme solo do Escorpião Rei (vilão sem graça que tirou os holofotes do verdadeiro vilão do segundo filme - a Múmia, oras!) fracassou nos cinemas, vídeo e nas rodinhas de conversa. Como sempre tem alguém para desenterrar os mortos (desculpem o trocadilho...), tiveram a ideia de trazer de volta a finada franquia em um novo ambiente (China, sede das Olimpíadas e novo refúgio de Hollywood), com uma Múmia nova e as mesmas piadas.
Alex, o filho de Rick O´Connell (Brendan Fraser) cresceu, e como seus pais se torna um caçador de tumbas. Realiza seu sonho quando descobre a Tumba do Imperador Dragão (Jet Li, desperdiçado), um homem sedento por poder que foi amaldiçoado no passado e junto com seu exército enterrado no deserto. Mas, como de praxe, a múmia é desenterrada. E o Imperador Dragão convoca seu exército novamente para retomar a sua cruzada. Mas o clã dos O´Connell voltará a ativa para combater a nova ameaça.
"Duvido que você chute alto assim..."
.
Depois de assistir inúmeras vezes ao trailer deste filme, apesar de não ter me agradado, era a expectativa de uma nova guinada depois do fiasco do seu antecessor. Esperava um filme mais próximo ao primeiro, que tinha todo o charme que uma aventura de época tinha. Estava estampado que seria um show descontrolado de efeitos especiais e o humor desgastado no mesmo pique desde a primeira incursão, apesdar de algumas piadas trazerem um sorriso à tona. Mas este episódio sofre de outros males. O maior deles, a falta de química entre os personagens. Não que a substituíção de Rachel Weisz por Maria Bello tenha sido ruim, mas as cenas do casal principal do filme (em especial a sequência que ainda estão na Inglaterra) parecem ter sido tiradas de um quadro do Zorra Total. A franquia perde de vez a sua identidade e o vilão que por toda a campanha de marketing, prometia agitar o filme se esconde atras de efeitos especiais. E qualquer filme que faça Jet Li sair no braço com Brendan Fraser deveria repensar seus conceitos. Resumindo: O primeiro continua muito bom. O segundo continua muito ruim. E o terceiro episódio força a barra demais e fica no meio do caminho. Diversão para uma tarde descompromissada e nada mais.