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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ele Sempre Volta

Boa história, boa ação.

Sabotagem
(Sabotage; EUA, 2014)
Dir.: David Ayer
Com Arnold Scwarzenegger, Sam Worthington, Olivia Williams e Terence Howard
1h49min - 18 Anos - Ação/Suspense - EM BLURAY E DVD


Se você tem entre 30 e 45 anos, então pegou uma fase, digamos, clássica de Arnold Schwarzenegger. Se tinha alguém para "vingar", "exterminar" ou salvar, ele provavelmente era o cara mais indicado para o serviço. 

Os anos 80, de fato, foram muito bons para ele. Do Externinador do Futuro, ao Predador, citando até aquele "Comando Delta" (canastrão ao quadrado), os papeis de Schwarzenegger eram sempre embalados por muita violência e cenas de ação divertidíssimas. Em alguns casos, ele até permitia rir de si mesmo quando entregou filmes como "True Lies" (meu favorito) e "O Último Grande Herói". 

Depois de ocupar o cargo de Governador da California, parece que ele voltou com tudo. Depois de se divertir muito na trilogia dos Mercenários, e de alguns filmes menores, mas com boas doses de ação, Schwarzenegger volta neste ótimo "Sabotagem", em que lidera um grupo de elite da força-tarefa do DEA (divisão de combate ao tráfico de drogas). Quando, numa apreensão, somem 10 milhões de dólares, os membros da equipe vão desaparecendo um a um. 

"Olha como eu fico grande com esse charuto e o peito de pombo".
Bem, se você pegou esse filme para assistir, são grandes as chances de sair satisfeito com a escolha. 

A história do filme prende bem o espectador, apesar de batida. Tentar descobrir o criminoso por trás da trama é um divertido exercício (apesar das fortes cenas de execução ou das cenas do crime), especialmente quando o seu principal suspeito acaba sendo a próxima vítima. As inúmeras histórias complementares (em maior número do que as sequências de ação) que amarram o roteiro são bem constuídas e essenciais para o conjunto final.

Tudo leva a dois bons atos presentes nos 20 minutos finais, sendo uma delas feita sob medida para quem estava com saudade do "Schwarza clássico".

Com boas atuações coadjuvantes, "Sabotagem" serve tanto para quem gosta de um bom filme de ação no estilo de Schwarzenegger, quanto para quem gosta de uma boa trama se suspense policial.

Afinal de contas, ele sempre volta.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Policial Express

De Niro e Pacino se encontram em um filme irregular.

AS DUAS FACES DA LEI
(Righteous Kill; EUA, 2008)
Dir.: Jon Avnet
Com Robert DeNiro, Al Pacino, John Leguizamo, Carla Gugino
1h42 min - Policial - 16 Anos


O cinema também vive de expectativas. Mesmo que não se concretizem, todos anseiam por ver grandes atores contracenarem. "Onze Homens e um Segredo" (escolha a sua versão) é o típico exemplo. Filmes bem recebidos pela crítica e sucesso absoluto de público. Em 1995, dois dos maiores ícones (em termos de atores) da história se reuniram em um filme impecável: "Fogo Contra Fogo". Al Pacino e Robert DeNiro dão um show em um dos melhores policiais já realizado por aqueles lados. E agora, 13 anos depois, o reencontro. E mais expectativas.

Turk e Rooster são dois parceiros policiais de longa data, além de se considerarem melhores amigos. Mas depois de tanto tempo na polícia, e de ver tantos criminosos saírem impunes, se deparam com um Serial Killer que está fazendo justiça com as próprias mãos e deixa na cena do crime como marca registrada, um poema sobre a vítima.

"Cara, fala mais devagar... Dor de cabeça..."

O filme, dentre algumas qualidades se destaca pela pressão que a história tem. E essa pressão funciona a medida em que vamos nos aproximando de descobrir o assassino da história. Mas todo o resto do filme parece ter sido feito de forma descompromissada. Até mesmo os astros principais parecem relaxados demais para um filme que deveria se levar a sério. O roteiro, começa de forma promissora e acaba se dissipando até sua conclusão previsível e inosso, sem contar nos inúmeros desenvolvimentos de personagens secundários que não nos leva a lugar algum. Comparar com o outro encontro dos astros não será necessário. O patamar ja estava alto demais.

Nota: 6,5

Trailer:

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Mundo Bizarro

Uma das franquias mais cultuadas dos anos 90 está de volta de forma moderada
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ARQUIVO X - EU QUERO ACREDITAR
(The X-Files - I Want to Believe)
Dir.: Chris Carter
Com David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly
1h 42 min - Suspense - 12 Anos
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Sextas a noite. Lá pelas 20hs começava um episódio inédito de Arquivo X. Nunca fui um fã assíduo da série, mas de vez em quando, em meio ao zapear de canais, eu topava com uma boa história mas algo completamente fora do normal. De invasão de baratas até alienígenas e conspirações, temas que gosto de ver, mas nada que me fizesse sentar religiosamente para assistir. Entre temporadas, em 98, o primeiro filme. Um bom filme por sinal. Não era preciso saber muito sobre o passado dos investigadores ou ter assistido às temporadas para entender e acompanhar o desenvolvimento da trama. Público e crítica responderam bem. Em 2002, o fim da série. E agora, 6 anos depois, o revival dos personagens.
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A trama começa com o sumiço de algumas mulheres no estado de Virgínia, nos EUA. Uma delas detetive do FBI. Um padre que clama ter visões está auxiliando do caso e em meio às desconfianças, a agência resolve tirar o agente Fox Mulder do ostracismo. Mas ele precisa de sua inseparável parceira para resolver a situação. O problema, é que Dana Scully não quer mais reaver suas aventuras do passado e se dedicar apenas à sua carreira de médica.
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"Mulder, só você acredita tanto assim..."

Um amigo meu me perguntou, fazendo alusão ao título do filme se eu queria e se eu tinha conseguido acreditar no filme. Respondi dizendo que queria, mas que poderia ter acreditado mais. Talvez o fã crônico do seriado saia desapontado do cinema. Eu como um frequentador mediano achei que foi um episódio longo e light da série. Sem ETs. Sem conspirações. Uma trama policial, que caberia a um filme diferente do gênero. Mas como os detetives são Mulder e Scully, algumas liberdades parecem ter sido tomadas. O diretor, no entanto, respeita os fãs (em meio a uma ou outra surpresa que podem decepcionar): Não enrola para desenvolver a história e o lado distorcido do mundo está presente, graças ao vilão estranho e seu propósito bizarro. O suspense é bom, mas a sensação é que poderia ser um tanto mais caprichado. Talvez sua impressão ao sair do filme seja inversamente proporcional à sua expectativa e ao quão fã da série você seja. Ou como meu amigo colocou: O quanto você quer acreditar?

(Nota 7,0)

Trailer: