Mostrando postagens com marcador Ação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ele Sempre Volta

Boa história, boa ação.

Sabotagem
(Sabotage; EUA, 2014)
Dir.: David Ayer
Com Arnold Scwarzenegger, Sam Worthington, Olivia Williams e Terence Howard
1h49min - 18 Anos - Ação/Suspense - EM BLURAY E DVD


Se você tem entre 30 e 45 anos, então pegou uma fase, digamos, clássica de Arnold Schwarzenegger. Se tinha alguém para "vingar", "exterminar" ou salvar, ele provavelmente era o cara mais indicado para o serviço. 

Os anos 80, de fato, foram muito bons para ele. Do Externinador do Futuro, ao Predador, citando até aquele "Comando Delta" (canastrão ao quadrado), os papeis de Schwarzenegger eram sempre embalados por muita violência e cenas de ação divertidíssimas. Em alguns casos, ele até permitia rir de si mesmo quando entregou filmes como "True Lies" (meu favorito) e "O Último Grande Herói". 

Depois de ocupar o cargo de Governador da California, parece que ele voltou com tudo. Depois de se divertir muito na trilogia dos Mercenários, e de alguns filmes menores, mas com boas doses de ação, Schwarzenegger volta neste ótimo "Sabotagem", em que lidera um grupo de elite da força-tarefa do DEA (divisão de combate ao tráfico de drogas). Quando, numa apreensão, somem 10 milhões de dólares, os membros da equipe vão desaparecendo um a um. 

"Olha como eu fico grande com esse charuto e o peito de pombo".
Bem, se você pegou esse filme para assistir, são grandes as chances de sair satisfeito com a escolha. 

A história do filme prende bem o espectador, apesar de batida. Tentar descobrir o criminoso por trás da trama é um divertido exercício (apesar das fortes cenas de execução ou das cenas do crime), especialmente quando o seu principal suspeito acaba sendo a próxima vítima. As inúmeras histórias complementares (em maior número do que as sequências de ação) que amarram o roteiro são bem constuídas e essenciais para o conjunto final.

Tudo leva a dois bons atos presentes nos 20 minutos finais, sendo uma delas feita sob medida para quem estava com saudade do "Schwarza clássico".

Com boas atuações coadjuvantes, "Sabotagem" serve tanto para quem gosta de um bom filme de ação no estilo de Schwarzenegger, quanto para quem gosta de uma boa trama se suspense policial.

Afinal de contas, ele sempre volta.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Queda de Rendimento.

Imagine o que um filme poderia fazer com 100% de seu potencial.

Lucy
(Fra; 2014)
Dir.: Luc Besson
Com Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sil Choi
1h21min - Ação/Ficção - 16 anos


Alguém que conheça a filmografia de Luc Besson sabe que não se deve esperar um filme convencional quando decidir assistir a um deles.

E quem conhece o currículo, sabe que se há uma constante em seus filmes, são mulheres poderosas. Já filmou a história de Joana D'Arc, Milla Jovovich foi o Quinto Elemento e até uma jovem Natalie Portman conseguiu influenciar León, O Profissional. E agora, encarnada por uma fraquinha Scarlett Johansson, Lucy busca se colocar à altura de personagens tão fortes.

Começamos com a protagonista-título totalmente influenciável pelo namorado, ao ser coagida para realizar a entrega de uma misteriosa maleta a um gângster local. O que seria uma tarefa simples acaba a colocando no trafico internacional de uma nova droga, que serviria como uma injeção de adrenalina, mas que em Lucy, quando liberada em grande quantidade faz com que ela consiga acessar além dos supostos 10% de utilização da capacidade total do cérebro.

Para o carro que eu vou fazer mais uma maluquice aqui...
No jogo dos erros e acertos, Lucy, seguramente tem acertos. E muito pela qualidade da mão do diretor/ roteirista que assina o filme. Seu estilo excêntrico funciona perfeitamente para uma história que pede exatamente isso. Não é um primor de enredo, mas o estilo ajuda muito a encaixar o roteiro diante do espectador.

Mas se dividirmos o filme em três atos, temos no primeiro, uma apresentação sublime dos personagens principais e do uso de metáforas com imagens que esclarecem muito bem a situação de cada um no contexto que se encontram e como cada um deles deverá evoluir para que a história se equilibre. Também porque, o personagem de Morgan Freeman (novamente, atuando no automático) entra em cena para que a amalucada história possa ser explicada sem qualquer pausa para reflexão.


O segundo ato é fabricado para a diversão plena do espectador. E tentar acompanhar a evolução de Lucy, conforme seu cérebro expande a sua capacidade, até entrarmos no ato final, onde ela deverá atingir o máximo de utilização do cérebro. E justamente nesses dois últimos atos, que o filme desanda.

Pois com um primeiro ato tão bem feito e um segundo tão decepcionante, a conclusão manjada e com subtexto grandioso, acaba por impactar com anestesia, um espectador que viu tanta loucura em um filme tão curto.


É como se, aproveitando a temática do filme, este, rendesse apenas 30, 40% da capacidade do potencial que possui.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Na Reserva.

Muita enrolação, que atrapalha a ação.

Os Mercenários 3
(The Expendables 3; EUA/França 2014)
Dir.: Patrick Hughes
Com Sylvester Stallone, Mel Gibson, Jason Statham, Wesley Snipes
2h06 min - Ação - 14 Anos


Quem foi conferir o primeiro filme da trilogia, lá atrás, em 2010 e gostou do que viu. Queria mais.

E se esse primeiro filme foi a introdução, o segundo foi a euforia. O que na teoria, deveria fazer do capítulo final (!?) o ápice, correto?

Se engana o espectador que vai assistir a uma sessão de "Os Mercenários", esperando altas doses de adrenalina e sequências vertiginosas de ação. Os filmes não são apenas isso. É acima de tudo, uma reunião de atores consagrados, celebrando uma bem sucedida época, onde criaram e/ou reproduziram bordões clássicos e imagens icônicas, gravadas na história do cinema de ação.

Ah sim. As cenas de ação, em meio às piadas que transpassam o limite do celulóide para falar dos próprios atores, existem para brindar o retorno de seu público cativo.

Mas em algum momento dessa trilogia, alguém achou que o próximo passo, seria uma desaceleração. E para isso, O personagem de Stallone, Barney Ross, o líder dos Mercenários estabelece o desligamento do grupo original para convocar novo sangue, quando decide se vingar de um ex-mercanário (Mel Gibson) que agora é um criminoso de guerra e está envolvido com a venda de perigosas armas nucleares.

Alguém aí me explica o que o Frasier está fazendo nesse filme?
As cenas de ação continuam relativamente bem, mas as piadas caíram em número. As que existem, se não saem da boca de Antônio Banderas (muito engraçado), ficam com Wesley Snipes, o melhor do filme - e dono da melhor piada.

Mas as cenas de ação padecem de uma péssima pós-produção, entregando efeitos especiais constrangedores, os quais, podem lhe distrair muito. 

Além disso, o filme se estica muito no debate sobre porque os Mercenários originais devem ser aposentados e quem seriam seus substitutos. A melancolia dosada além da conta traz diálogos chatos e que não condizem com aquele espírito que a série carregava até então.

E por fim, outro grande pecado que cometido é causado justamente por um dos apelos que o filme tem: O grande número de atores/personagens. Alguns com histórias tão interessantes, mas que o tempo do filme não permite contar. Ainda que você não ache interessante saber o background das caras novas, há de reconhecer que Wesley Snipes, por exemplo, merecia mais tempo em cena.

E ao final da sessão, fica a impressão de que todo aquele combustível que sobrava nos primeiros filmes, chegou ao fim. É, sem dúvida, o pior dos três. Mas ainda pode dar conta de muito filmeco de ação que sai por aí...



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Desculpe, Amigo.

Muitas viagens no tempo...

X-Men: Dias de Um Futuro Distante
(X-Men: Days of Future Past; EUA, 2014)
Dir.: Bryan Singer
Com Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Ian McKellen, Michael Fassbender
2h11min - Ação/ Aventura - 12 Anos


Ok, começo esse post confessando que não gosto muito dos X-Men. Gostava na infância, sem ser um ávido leitor, ou um fã incondicional.

Mas no que diz respeito às adaptações cinematográficas, continuo a discordar da esmagadora maioria. Por exemplo: Acho os três primeiros filmes péssimos. Estou quase sozinho quando digo que o primeiro filme do Wolverine foi divertido (não me prontifiquei a assistir ao segundo) e acho que o único filme realmente bom da série seja o "Primeira Classe".

Era de se esperar, como quase foi, que passasse longe desta última incursão dos mutantes na tela grande. Mas eis que um amigo, que entende dos X-Men bem mais do que eu, continuou insistindo para que eu desse mais uma chance. E baseado no respeito pela opinião do amigo, resolvi conferir "Dias de Um Futuro Distante".

Para resumir a confusa trama, digo que a história gira em torno dos X-Men originais (o cast duvidoso que compôs a primeira trilogia da série) que enviam Wolverine de volta ao passado, para prevenir desastrosas decisões que levaram ao futuro nebuloso em que vivem. E isso inclui unir forças de mutantes "do bem" e "do mal", em torno de um único propósito.

Alô? Tem como diminuir a luz aí?

Esse X-Men começa de forma interessante, nos dando uma prévia de um futuro sombrio, onde os riscos são praticamente impossíveis de serem batidos. O que indica ao espectador toda a engrenagem que irá sustentar o resto do filme. Mas conforme a história avança, a necessidade de explicar as idas e vindas no tempo, torna o filme massante demais.

Além disso, toda aquela dinâmica entre Magneto, Xavier e Mística, o ponto forte do "Primeira Classe", é quase o ponto fraco desse episódio, onde ao invés de expandir, a relação entre o trio parece se retrair. Wolverine, que tem um papel consideravel aqui, acaba por muitas vezes, relegado a um coadjuvante de luxo. 

A trama acaba por se tornar um tanto previsível, especialmente, por se tratar de uma viagem ao passado - em tese, sabemos como tudo teria que terminar para que os outros filmes façam sentido. 

Infelizmente, para mim, o filme não funcionou. E acaba sendo mais uma baixa pessoal nas minhas tentativas de me empolgar com a série.

Ainda não foi dessa vez...

Desculpe, Amigo.




quarta-feira, 26 de março de 2014

Non Stop, Non Sense

Liam Neeson distribuindo sopapos no ar.

Sem Escalas
(Non-Stop; Reino Unido, França, EUA, 2014)
Dir. Jaume Collet-Serra
Com Liam Neeson, Julianne Moore, Scott McNairy
1h46 min - Ação - 14 Anos



Sabe aquelas piadas clássicas sobre estereótipos entrando em um avião? Junte a eles, Liam Neeson, ator que tem embarcado em filmes de ação com boas injeções de adrenalina e você tem esse "Sem Escalas". Ou "Busca Implacável em um Avião", como poderia muito bem ser chamado.

O enredo é simples: Um delegado, uma menina, uma moça falastrona e mais um punhado de pessoas suspeitas entram em um avião. Durante o vôo, o delegado começa a receber mensagens no celular, pedindo um deposito de 150 milhões numa conta, caso contrario, executará um passageiro em pleno vôo a cada 20 minutos. 

"Silêncio aí no 3B!"
A verdade, é que o filme não busca se levar tão a serio e isso acaba sendo uma coisa boa. Quem assistiu ao trailer antes de entrar nessa, sabe exatamente o que ira encontrar. E boa parte disso, o filme também cumpre. As poucas cenas de ação que o filme tem são entregues na medida do possível e o filme fica mais nos diálogos e na investigação. A brincadeira fica mais interessante, quando o diretor resolve deixar todos os passageiros (exceto a menina, obviamente) sob suspeita. Você pode até suspeitar do protagonista, se quiser, ja que muitas decisões que toma durante o filme são confusas e certas horas, exageradas demais. 

Mas ai, tem a explicação dos motivos que levaram a bandidagem a executar tal plano. Não vou entrar muito em detalhes, mas a ideia é tão absurda e incoerente com a proposta do filme, que deixa um gostinho azedo no final da sessão. Além de ser desnecessária. 

É como uma piadinha divertida, que empolga e prende a atenção de quem esta ouvindo, mas a "punch line" quase estraga tudo. 

Se comprar um ingresso, deixe o cérebro cuidadosamente na porta do cinema e compre um belo balde cheio de pipoca. Você pode precisar dele. 





terça-feira, 17 de agosto de 2010

Filme Bombado 2010

OS MERCENÁRIOS
(The Expendables; EUA 2010)
Dir.: Sylvester Stallone
Com Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren
1h43min - Ação




Em algum lugar entre o fim dos anos 80 e a metade dos anos 90, idealizava-se um filme onde Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis dividissem a tela.

Este filme nunca existiu.

E os anos se passaram. E a idade também passou. Um virou político, outro virou comediante e outro preferiu explorar suas origens.

Fez Rambo, fez Rocky. Faltava idealizar um outro filme para seus fãs.

Então ele chamou os outros dois e mais um reforçado elenco de filmes de ação para completar.

E o resultado?

Bem, fazendo jus à época citada, um filme com três dos maiores ícones do cinemão de ação dos últimos anos se faz com muito barulho, tiros, e pancadaria.

Sangue também, mas quem se importa?

Ou história? Se um ditador "do mal" é o responsável pelas péssimas condições de vida de sua população numa ilha fictícia da América do Sul, ele deverá morrer.

Ou se na verdade ele for uma marionete de um cartel de drogas "do mal", temos um novo vilão, que deverá morrer.

E se o ditador tiver uma filha, ela será a mocinha do filme. E assim sendo, a condição de vilão do pai dela pode ser reavaliada com o passar do tempo de filme.

"Os Mercenários", nada mais é do que um bom passatempo e exercício de relembrar uma época onde filme de ação tinha uma história de pano de fundo e astros descendo o sarrafo nos coadjuvantes e nos vilões cartunescos.

Mas um aviso amigo: Os três só dividem uma única cena.

Com a melhor piada do filme.

Mas apenas uma cena. Destaque mesmo é para o ator/diretor, Jason Statham (que não faz um filme sem graça há algum tempo) e Jet Li, fazendo graça até dele mesmo.

E tome gancho para uma trilogia...

(Nota 7,5)

Trailer:

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Orquestra de Balas

Michael Mann delata o inimigo público número um.

INIMIGOS PÚBLICOS
(Public Enemies; EUA, 2009)
Dir.: Michael Mann
Com Johnny Depp, Christian Bale, Marion Coitillard, Jason Clarke
2h20 min - Açao - 16 Anos



Há pouquíssimos cineastas em atividade que conseguem fazer cinema de ação como Michael Mann. Orquestrar um tiroteio então, menos ainda. Explica-se. Michael Mann sempre prima pelo profissionalismo, como subtema incurtido em suas histórias. O total comprometimento de seus personagens na manutenção degradação do cumprimento da lei. Não é de se assustar, portanto, que a cinebiografia do primeiro bandido a ganhar o status de Inimigo Público número um e a paralela criação de um bureau para defender o país, que com o passar dos anos se tornaria no mais ilustre: o FBI.

John Dillinger (Johnny Depp, com a categoria que se espera dele) se torna uma espécie de celebridade por roubar dinheiro do governo - e nunca da população - em meio à depressão. Mas o senador J. Edgar Hoover tem planos ambiciosos para a criação do Bureau, e nomeia Melvin Purvis (Christian Bale, aceitando qualquer papel hoje em dia) como líder e responsável pela captura de Dillinger. E o plano de Purvis para cumprir sua missão é atingir Dillinger onde mais doi: Sua amante, Billie Frechette.

"Não sou o Dillinger... Tirei o bigodinho..."

Inimigos Públicos é um filme que tem todas as qualidades que um filme de Mann costuma ter. Com uma ressalva: Quem acompanhou filmes como "Fogo Contra Fogo" e "Colateral", por exemplo, onde o envolvimento com os personagens era automático e a platéia se dividia entre torcer pelo sucesso do bandido ou do mocinho. Aqui, o carisma de Depp pode ter atrapalhado um tanto, o que agrava-se pela diferença de tempo de tela entre os antagonistas. Bale fica em segundo plano e as ações policiais se tornam mais táteis apenas na terceira e derradeira parte do filme. Não há como desenvolver simpatia pelos mocinhos. Torcer pelos bandidos não passa a ser dilema, mas consequência. Mesmo que você saiba onde isso vai dar. De resto, um belíssimo filme, com sequências de ação empolgantes e espalhadas pelo filme (ao invés de concentrar tudo em um grande tiroteio). E com uma boa história permeando as balas, com um final pouco convencional, honesto e que pode desagradar muita gente. O que nos faz lembrar que pouquíssimos cineastas em atividade que conseguem fazer cinema de ação como Michael Mann faz.

Nota: 9,0

Trailer:

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Crise Econômica

O mau corte de gastos.

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS
(Transformers: Revenge of The Fallen; EUA, 2009)
Dir.: Michael Bay
Com Shia LeBeouf, Megan Fox, John Turturro, Josh Duhamel
2h 30 min - Ação - 12 anos


Em 2007, tive de defender a duras penas o meu gosto pelo filme Transformers. Era um filme que, apesar de forçado, respeitava seu público-alvo: Espectadores que queria cenas intensas de ação, combinadas com efeitos sonoros e visuais incríveis. Foi realmente um "filme de temporada" como o público merecia. E a sequência viria, não só pelo desfecho, mas pela máquina de dinheiro que a franquia tinha se mostrado: Uma das 5 maiores bilheterias em um ano com Homem-Aranha, Shrek e Harry Potter. Mas entre Julho de 2007 e Julho de 2009, uma crise econômica que assola o planeta e afetou praticamente todos os setores de produção. Inclusive o cinema.

Na sequência, Sam vai para a faculdade e acaba encontrando um pedaço do "Cubo": Uma fonte de energia, capaz de criar os Transformers. Fallen, um vilão mais poderoso do que Megatron, decide mandar novos robôs à Terra, para rastrear e obter este pedaço para recriar seu exército e se vingar de Optimus Prime e os Autobots. Ah, antes que me esqueça, Os transformers já existiam antes mesmo da nossa existência e teriam escondido uma arma poderosíssima em algum lugar do planeta.

"Corre, que agora vamos ter que fazer o terceiro..."

O que parece ter sido perdido durante a transição, foi justamente o que o público esperava ver: Grandes cenas (em quantidade e qualidade) de ação, com a natural evolução que uma sequência pede, com robôs melhores. Mas a produção optou por aumentar as piadas e encurtar a ação. Não me entendam errado, o filme tem suas boas piadas, mas pensar em segurar um filme de ação com duas horas de comédia chega a ser bizarro. A grande sequência inicia o filme, a segunda boa vem lá com uma hora. E o confronto final, no meio do deserto (o que acredito ter economizado bons valores), chega a ser uma piada. A história? Um insulto. Uma perda incrível de tempo e um insulto. Os robôs? Mais do mesmo. Mas o verdadeiro crime foi diminuir toda a vontade do seu público de ver o robô Bumblebee participar de uma ínfima cena (com menos de 5 minutos) perdida em meio à sequência final. Não vou nem comentar sobre o tamanho da participação dos militares, que tiveram seu espaço no filme original. Preferia uma história mais simples, como uma vingança clichê por parte do antagonista do filme original, Megatron. A destruíção característica do diretor Michael Bay foi cortada, mas ele pode manter seus takes mirabolantes. O público perdeu. Fico com o primeiro filme.

Nota: 5,0

Trailer:

sábado, 9 de maio de 2009

Futuro Promissor

Aberta a temporada do verão americano de 2009

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE
(X-Men Origins: Wolverine; EUA, 2009)
Dir.: Gavin Hood
Com Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Houston, Lynn Collins
1h47 min - Ação - 12 anos


Sabe quando todos parecem goostar de um filme e você está lá, solitário na platéia, achando tudo muito chato? Este era eu, há alguns anos atras, durante a sessão de X-Men 2. Nada para mim fazia sentido (salvo à excelente sequência inicial com um dos meus mutantes favoritos em ação, Nocturno), não tinha graça e tudo estava muito longe de me deixar empolgado como os quadrinhos e até a série animada. Era bem melhor do que o vergonhoso filme original, mas ainda assim ruim. O terceiro tentou com alguns personagens novos (como o Fera), mas o resultado final não foi satisfatório. Tinha declarado como encerrada a história dos mutantes na telona. Mas, anos depois, o filme-solo do mais famoso dos personagens: Wolverine.

Começa com o personagem-título ainda criança e sua primeira experiência com seus ossos afiados saindo de seu punho. Seu irmão Victor, também tido como uma aberração, aproveita a descoberta do caçula e foge com o pequeno. Crescem, lutam por várias guerras até serem descobertos como mutantes e isolados pela sociedade. Até serem recrutados pelo General William Stryker para formar uma liga de assassinos treinados. Decepcionado com o andamento das coisas, Logan resolve se isolar, mas com o tempo, seu passado o alcança e com um trágico desfecho, ele se tornará voluntário de uma experiência que o tornará indestrutível.

"Eu ja disse que essas suas unhas estão sujas, não disse?

E eis que os X-Men ganham o primeiro filme digno da série. Não é excelente ou memorável, mas entrega sequências de ação de encher os olhos. Hugh Jackman está pela primeira vez à vontade com seu mais famoso personagem e com um vilão à altura. Quem esperava mais dos mutantes coadjuvantes (como finalmente, Gambit) pode se decepcionar, dados os devidos minutos em cena. Os duelos entre Wolverine e o vilão Victor Creed (Dente-de-Sabre) são curtos, mas bem-feitos. Empolgam a platéia. A história convence e diverte, com piadinhas que acompanham a viagem ao lado de bons efeitos especiais. A direção segura e emplogante de Gavin Hood abre a temporada de filmes do verão americano com bom pique. O final do filme respeita a péssima história da franquia original e por isso deixa as amarras abertas. E com isso, a possibilidade de mais filmes-solo de outros mutantes se torna cada vez mais real. E quem sabe, mais filmes decentes para seu público cativo.

Nota: 8,0

Trailer:

domingo, 3 de maio de 2009

Ressentidos e Nostálgicos

A franquia ganha força, mas derrapa nas curvas

VELOZES E FURIOSOS 4
(Fast & Furious; EUA, 2009)
Dir.: Justin Lin
Com Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez
1h42 min - Ação - 14 Anos


Quando o primeiro "Velozes e Furiosos" foi lançado em 2001, fez barulho: Luzes de neon, carros tunados, hip-hop bombando nas radios, dentre tantas coisas que pudemos perceber frente ao imenso sucesso de público. Em 2003, o pior da série foi lançado e alguns só ficaram satisfeitos com a terceira parte, de 2006. Bem, levou oito anos para os produtores perceberem que talvez fosse necessário a volta dos personagens originais (o que, ao meu ver, pelo menos, constitui uma sequencia) para que a série "Velozes e Furiosos" pudesse fazer sentido.

O filme se passa um tempo antes do terceiro episódio e começa com um belíssimo assalto em meio a estradas precárias da República Dominicana, com Toretto (Vin Diesel) e sua parceira Letty (Michelle Rodriguez) tentando roubar um caminhão-tanque. Enquanto isso, Brian (Paul Walker) investiga um traficante de drogas mexicano com quem Toretto guarda sérias rusgas. Os dois agora terão de se aliar para derrotar o inimigo em comum.

"É tudo Lego? Nem parece..."

Trazer o elenco original foi uma bela jogada. Mas o filme não se parece muito com um episódio de "Velozes e Furiosos", mas com qualquer outra história de  bandidos e mocinhos. Toretto não parece ser aquele cara ameaçador do primeiro filme. Todo aquele pique de rachas e assaltos são revividos em duas sequencias. A primeira, já citada e uma segunda bacana se não fosse por tanto GPS. A história batida e previsível, parece se preocupar muito em explicações e desenrolar toda uma investigação, podendo desapontar os verdadeiros "freaks" por tudo aquilo que o primeiro filme inspirou. Não espere atuações interessantes. Aqui tudo é feito em nome das corridas. Como passa-tempo, funciona bem. Talvez a última cena, o tradicional "gancho", possa indicar que um quinto filme seria mais próximo do que esperávamos.

Nota 6,5

Trailer:

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bourne Inglês

007, na continuação de seu melhor filme.

007 - QUANTUM OF SOLACE
(idem; EUA, 2007)
Dir.: Marc Forster
Com Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench
1h46 min - Ação - 10 anos


Como já foi dito antes, as aventuras do espião Jason Bourne, e seu tamanho bom gosto para sequencias de ação (créditos ao diretor inglês Paul Greengrass, que injetou ainda mais adrenalina na série) fez escola. E o espião mais famoso do cinema teve muitas de suas aventuras reduzidas à meras sessões da tarde. Cassino Royale desembarcou nos cinemas no fim de 2006, para mostrar que Bond era capaz de se machucar, se estrepar e até perder (no mesmo filme). Teve gente que torceu o nariz, dizendo que Bond perdera a classe. A outra (esmagadora) parte, embarcou nas radicais mudanças e lotaram os cinemas para conferir a melhor aventura do espião. A sequência, inevitável como sempre, finalmente chega aos cinemas.

O filme começa alguns minutos após a conclusão de Cassino: Uma perseguição de carros onde o protagonista leva o Sr. White para o interrogatório. E lá descobrem os primeiros indícios de uma poderosa organização - a Quantum... Entendeu o título? - que utiliza-se de fachadas beneficentes para levantar fundos e consequentemente controlar os governos das nações do planeta. E no meio de tudo isso, James Bond investiga os culpados pela morte de Vesper Lynn (a mocinha de Cassino Royale).

"Põe o sapato que ainda falta muito..."

O filme ganha muitas cenas de ação para quem reclamou da falta deles: Logo na primeira meia-hora, temos perseguição de carro, perseguição a pé, pancadarias, e perseguição de carro. O diretor Marc Forster adiciona ao seu elástico portfólio (considerando que ele é o mesmo diretor de filmes como "Em Busca da Terra do Nunca", "A Última Ceia" e "Mais Estranho que a Ficção", para citar alguns) takes de forma calculada e precisa, colocando o espectador no olho da ação. Mas o filme não é apenas adrenalina. Perde-se um pouco com uma história consideravelmente simples, além de contar com um dos piores vilões da série. Nada de diferente, nada de peculiar, nada a acrescentar se não fosse pela tamanha semelhança física com o personagem Augustinho da Grande Família. De resto, um filme calculado para encaixar-se perfeitamente entre Cassino Royale e a terceira parte, fruto dos inúmeros ganchos que o filme deixa. Mas o importante é que James Bond está de volta. E promete voltar novamente em breve.

Nota: 8,0

Trailer

domingo, 24 de agosto de 2008

O Anti-Bourne

Angelina Jolie e James McAvoy quebram as leis da física

O PROCURADO
(Wanted; EUA/ALE, 2008)
Dir.: Timur Bekmambetov
Com James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Terence Stamp
1h50 min - Ação - 18 anos
.
.
Bourne fez escola. O estilo frenético de edição, a ação ininterrupta, os poucos momentos de tranquilidade. As atitudes extremas. Adicione a isso, graves distorções das leis da física, efeitos especiais em momentos apurados e total liberdade de movimentos de câmera (estes, cortesia justamente da quebra das leis da física e dos efeitos especiais em momentos apurados) e você tem um dos melhores filmes de ação do ano: O Procurado.
.
Começa parecido com o melhor filme de ação de 99: Rapaz trabalha em seu cubículo, levando uma vida patética e sem evolução. E aparece uma grande oportunidade de sair da rotina pelas mãos de uma mulher atraente para que ele possa desenvolver habilidades que até então não tinha conhecimento, por ter seu conhecimento limitado. Só que ao invés de libertar a humanidade, ele irá desenvolver habilidades que o tornará um dos maiores assassinos do planeta, se integrando a Fraternidade (uma "confraria" de Assassinos que matam pessoas para colocar ordem na sociedade) e caçando um agente rebelde que teria assassinado o pai do protagonista.
.
"Dirigir com os pés é bem mais legal do que parece..."

Se a idéia de quebrar as leis da física não lhe apetece, termine a crítica por aqui. O filme estabelece seu universo em menos de 10 minutos com uma sequência visualmente impactante, onde balas fazem curvas, pessoas conseguem atravessar prédios com impulsos e carros fazem manobras espetaculares em pleno trânsito. A reviravolta que a história toma lá pela metade coroa um enredo eficiente, ágil e com personagens caricatos, carismáticos e aceitáveis em um mundo onde tudo pode acontecer. Se você é faz parte do seleto grupo de pessoas que repele Matrix, seu programa não estará nesta sala de exibição. "O Procurado" usa e abusa da escola de ação que a trilogia Bourne inaugurou, mas utiliza-se de identidade própria para se estabelecer: Tudo o que a trilogia bebe em termos de "pé no chão" e realismo, "O Procurado" joga fora. Mas a diversão é igualmente garantida. E hoje em dia, qualquer ponta que Morgan Freeman faça no cinema anda valendo a pena.
.
Nota 9,0
.
Trailer

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Reinvenção do Caos

O filme que o Coringa roubou.

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS
(The Dark Knight; EUA, 2008)
Dir.: Christopher Nolan
Com Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman
2h32 Min - Ação - 12 Anos
.
.
No caminho de volta para casa, estava tentando entender porque eu gosto de cinema. Uma das características que consegui encontrar para essa minha paixão é a capacidade de se reinventar que o cinema tem. É claro que um filme como "O Poderoso Chefão" pode ser refilmado, mas jamais terá o impacto do original. Mas o gênero pode ser reinventado. Temos exemplares como "O Gângster" e "Estrada Para Perdição" para provar. E na nova verve do cinema - os quadrinhos - uma reinvenção era apenas questão de tempo. Em 2005, um dos heróis mais queridos ganhou uma roupagem nova (e impressionante), redefinindo o gênero e agora, ganha uma sequência que se não reinventa novamente, eleva o nível.
.
Conforme fomos deixados na espectativa ao final de Batman Begins, o Coringa (Heath Ledger, indescritível) orquestra um série de atentados à população de Gotham City com o simples pretexto de espalhar o caos e de ter como única exigência a revelação da verdadeira identidade de Batman. Isso quebra a ordem que a parceria entre Batman, o Tenente Gordon (Gary Oldman) e o promotor Harvey Dent conseguiram quando resolveram enfrentar os criminosos e prenderam um a um. O desenvolvimento impecável da trama se segue até os embates de um dos antagonismos mais clássicos da história dos quadrinhos. Falar além disso seria estragar uma das melhores sessões de cinema até agora.
.
"Roubei seu filme, Batman!!!"
.
Se Heath Ledger nunca havia entregue uma atuação sólida, seu Coringa é impressionante. Um produto do caos, como ele mesmo afirma no filme. Se Batman ganhou seriedade no seu filme-origem, aqui ele ganha uma dimensão de herói. Se Batman Begins era o melhor filme de super-heróis até então, ele acaba de perder o posto. "O Cavaleiro das Trevas" é um filme sombrio, (muito) violento, insano e surpreendente. Tudo aqui é para fazer o espectador sentir o medo que o cidadão de Gotham sente e temer pela vida do próprio Batman. Mas o dono do filme é mesmo Heath Ledger. É claro a dedicação e o mergulho na vida deste memorável personagem que o ator fez. Um trabalho digno de premiações (infelizmente póstumas). Um vilão para entrar para a história do cinema. Anárquico, engraçado, sombrio, Ledger põe em seu vilão duas características que todo bom vilão deve ter: A capacidade de fazer com que os espectadores vibrem toda vez que ele está em cena e a sensação paralela de medo na mesma situação.
.
Portanto, se você é da turma adepta do "Soc! Tum! Pow!", pode ser que a versão de Tim Burton lhe faça melhor. Não caia na tentação de comparar os dois Coringas. Jack Nicholson (que também rouba a cena de Batman no primeiro filme) fez um vilão para os moldes e para a cultura dos anos 80. E o novo Batman faz o mesmo para um mundo que teme pela violência e pelo seu futuro. É o cinema reinventado. E porque eu gosto tanto de cinema.
.
(Nota 10,0)
.

Trailer: